Paris Roubaix – Os paralelepípedos

O pedaço de pedra mais saboroso do mundo:

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Domingo a partir das 8h da manhã ao vivo na ESPN+ os melhores ciclistas do mundo percorrerão 257,5km em busca de um pedaço de pedra. Mas você conhece a história dos pavés?

Durante muitos anos não havia destaque algum para provas disputadas em paralelepípedos, simplesmente por conta de que eram assim que as estradas eram construídas. Após a segunda guerra mundial, a Europa viveu um período de renascimento e revolução de seus sistemas de transporte. Era muito importante para as cidades se adequarem a “era do automóvel” e com o advento da transmissão pela televisão as cidades passaram rapidamente a modernizar suas vias, ninguém queria ter uma imagem ligada ao passado.

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Chegou-se ao ponto de publicações como a L’Équipe dizer que os pilotos não mereciam os paralelepípedos, e seu editor classificar Paris-Roubaix como “a grande loucura do ciclismo”.

Em 1967 o percurso começou a migrar procurando os pavés, já que as estradas não eram mais construídas em paralelepípedos e sim em asfalto. Desde então fanáticos pela história dessa monumento vem lutando pela manutenção dos trechos de pavés, a associação “Les Amis de Paris-Roubaix”, criada em 1983 investe anualmente entre 4-6.000 euros para cada um dos 27 trechos de pavés. A manutenção e preservação dos trechos de pavé é importantíssima para manutenção do espírito da prova e a associação o faz praticamente sem apoio governamental o que é fantástico.

 

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Cada trecho de pavé é catalogado de uma a cinco estrelas, sendo cinco o melhor e mais confortável trecho e um o trecho mais com mais lama, irregularidades e duro.

E aqui uma réplica do pedaço de pedra mais disputado no ciclismo:

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No próximo texto os vencedores de Roubaix.