Rachão do Milão sucesso entre profissionais e audiência!

Luiz Papillon

Se você já leu alguma coisa sobre o ciclismo de estrada com certeza você ouviu, leu ou viu algo sobre o Rachão do Milão, a disputa não oficial chegou a sua terceira edição e serve como tapa na cara nas ditas autoridades esportivas. A festa do ciclismo nacional percorreu 99km percorrendo as Marginais Pinheiros e Tietê em São Paulo em pouco menos de 2h, com uma velocidade média de 48km/h, absolutamente brutal. Mais de 200 ciclistas participaram do evento.




Rachão do Milão 2018

A vitória ficou com Salomão Ferreira seguido de Celso Anderson (ex-profissional e comentarista na ESPN) e Fábio Almeida em terceiro. A prova contou com a participação de diversas equipes profissionais e amadores.

Enquanto provas tradicionais como o Tour do Rio ou a Volta Internacional do Paraná foram canceladas, a disputa entre amigos organizada por Roberto Zanata foi a prova de ciclismo mais comentada, assistida e visualizada no país. Sem patrocínio oficial, sem suporte oficial, apenas com a dedicação a prova foi um sucesso de presença com ciclistas de todo país comparecendo em peso para a disputa no último dia 16 de dezembro. Obviamente nem tudo são flores, nada grave aconteceu e ao contrário de disputas oficiais o Rachão não contou com batedores oficiais embora Zanata tenha participado de reuniões com autoridades em função da realização da prova.

O cuidado com a prova já começa com o troféu, batizado de Cidade de São Paulo, é rotativo ficando uma temporada com cada vencedor que também recebe um troféu pela vitória no ano. A parte oficiosa da prova é a presença de ex-atletas suspensos de provas oficiais por uso de substâncias proibidas pelo anti-doping.

Salomão Ferreira – Campeão do 3º Rachão do Milão ao lado do troféu Cidade de São Paulo

 

Organizadores e dirigentes esbarram em dificuldades para promoção de provas oficiais

Enquanto dirigentes de norte a sul se concentraram em fazer o mínimo possível para manter a verba federal pingando os organizadores de prova esbarram em todo tipo de obstáculo. O maior deles é o fechamento de vias, o ciclismo de estrada depende de longa distância, provas com altimetria e quilometragem de primeiro mundo são necessidades básicas para a formação do ciclista. Mas na prática o que acontece é a federação fechar algumas quadras e promover provas no estilo critério com o mínimo regulamentar para computar no ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo. Cada organizador privado precisa da autorização da federação para realizar provas, do fechamento parcial ou total de vias pela polícia e nesse caso o custo pode chegar aos milhares de reais por taxas cobradas pela municipalidade ou pela esfera envolvida (Polícia Rodoviária Estadual ou Federal). Tudo isso se transforma em custo e obviamente é repassado para as inscrições e acaba de tabela tornando a prática ainda mais cara.

 

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