Bike compartilhada o sucesso da Yellow passa por vandalismo e roubo

Luiz Papillon

Em abril a Prefeitura de São Paulo credenciou quatro empresas para o compartilhamento de bicicletas na cidade. Mobike, Serttel, Yellow e Trunfo se juntaram ao Itaú para fornecer bicicletas compartilhadas. Operando desde o começo do mês, a Yellow se destaca pelo sistema onde a bicicleta fica livre sem uma estação para retirada da bicicleta como nos sistemas da Trunfo e Itaú. Assim a zona oeste e alguns bairros da zona sul paulistana começaram a ver as “amarelinhas” espalhadas.

A primeira reação é de espanto e conforme os dias vão passando mais e mais amarelinhas aparecem espalhadas pela cidade. São atualmente 500 bicicletas já em funcionamento. Enquanto o planejamento da empresa promete implementar um total de 10.000 unidades até novembro de um total de 20.000 bicicletas além de patinetes elétricos (ainda em implantação). Com investimento na ordem de 50 milhões de reais o sistema cobra R$1,00 a cada 15 minutos de viagem e o usuário utiliza créditos pré-pagos carregados na conta do aplicativo. O aplicativo da Yellow está disponível tanto na Play Store como na Apple Store. O tempo passa a contar no momento em que o cadeado se abre e encerra no momento em que o cadeado é fechado manualmente pelo usuário.

Nem tudo são flores! Bicicletas vandalizadas, roubadas e até sendo revendidas!

O primeiro efeito colateral desse compartilhamento foram postagens em redes sociais de bicicletas vandalizadas, roubadas e até mesmo sendo oferecidas em portal de classificados. Ocorre que as bicicletas Yellow foram pensadas também no amigo do alheio, assim as peças fogem ao padrão convencional das bicicletas e acabam só servindo nas próprias amarelinhas. Isso aos poucos desestimula-rá os ladrões oportunistas, as bicicletas possuem uma trava na roda traseira que só é liberada com um QR code por aplicativo além de possuírem dispositivo que permite a localização via GPS.

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Assim algumas bicicletas foram vandalizadas por ladrões que não conseguiram carregar a bicicleta, outra surgiu em um portal de classificados. Posso até compreender que seja para “reservar” para seu uso, mas esse é exatamente o descaminho que deve ser evitado. A ideia do compartilhamento livre é justamente não tornar a bicicleta um item privado que fica encostado esperando para ser utilizada.

O Brasileiro esta preparado?

Outra boa notícia, sim o brasileiro esta preparado para utilizar a bicicleta compartilhada! O diretor da Yellow Luiz Marques nos informou que os números de bicicletas vandalizadas ou roubadas estão abaixo do esperado pela empresa. Embora não tenha aberto completamente o jogo, analisando postagens nas redes sociais já é possível estimar que entre 10 e 15 bicicletas ( 2 a 3%) já tenham sido vandalizadas e/ou furtadas.

E isso não é exclusividade do brasileiro. Em janeiro o The Wall Street Journal divulgou que o sistema de bicicletas compartilhadas na cidade de Mountain View (sede do Google) na região do Vale do Silício na Califórnia tinha entre 100 e 250 bicicletas roubadas por semana. Entretanto no caso americano as bicicletas não eram roubadas para desmonte de peças e sim por usuários de cidades próximas que acabavam se locomovendo da cidade com o serviço para regiões onde o serviço de compartilhamento não estava ativado.

Bicicletas compartilhadas na sede do Google em Mountain View

Em Manchester no Reino Unido a polícia da cidade passou a deter pessoas que vandalizavam ou vieram a oferecer bicicletas compartilhadas em portais de classificados. Como pena o ladrão foi punido com uma multa superior ao valor da bicicleta. Aqui em São Paulo já teve gente estranhando. Um policial ao ver a bicicleta “indefesa” na rua resolveu guardar a bicicleta no quartel/delegacia mas logo depois a recolocou na calçada. Não se engane, se receber o vídeo como “PM rouba bicicleta”, é fake news.

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