Sagan, Avermaet, Kristoff! Confira os favoritos a Paris Roubaix!

Fazer uma prévia de prova de ciclismo mistura análise lógica com adivinhação. Para uma prova com 257km e uma penca de favoritos já é um nível bem mais complexo de elementos. Paris Roubaix é uma prova única. Muito veloz e que mina o ciclista. Assim os “peso pena” do pelote dificilmente tem sucesso em uma prova tão dura. Outra dificuldade para escolha de favoritos são as condições meteorológicas e as inevitáveis quedas e problemas mecânicos. Uma prova com tanta complexidade tem praticamente uma certeza, não acaba em sprint. A prova acontece neste domingo a partir das 10h com transmissão ao vivo na ESPN2

Esta semana chouveu na região do norte francês e as estradas estavam com lama em boa parte do trajeto. Contudo a previsão é de uma prova sem chuva. A edição 2017 da prova foi a mais veloz da história com 45,2km/h de média, batendo um recorde de 1964. Ano passado Peter Sagan venceu com a média de 43,54km/h.

Das últimas dez edições, cinco foram vitórias solo e duas foram em grupo de dois ciclistas. As demais foram em grupos de quatro, cinco ou seis ciclistas. Largarão para a disputa 175 ciclistas de 25 diferentes equipes. Dentre esses apenas três já triunfaram e Roubaix:

  • Peter Sagan em 2018
  • Greg Avermaet em 2017
  • JohnDegenkolb em 2015

Deceuninck Quick Step

Sério, a equipe toda é candidata a vitória! Você pode pensar “Como assim Papito? Ta louco?” O diretor esportivo da equipe, Patrick Lefevere venceu uma penca de corridas. E quando digo uma penca envolve quatro vitórias com Tom Boonen, duas com Johan Museeuw e outras edições com Stybar, Andrea Tafi e Franco Ballerini. Além do histórico, temos o momento da equipe que este ano já venceu 22 provas sendo 11 WorldTour. A equipe vem para trabalhar por Zdenek Stybar, porém ela trás o veterano Philippe Gilbert e o atual campeão belga Yves Lampaert.

Zdenek Stybar – Deceuninck

Stybar revivendo o Ciclocross nas “férias”de inverno!

O checo esta na equipe mais vencedora e vem em uma temporada sensacional. Stybar venceu a Omloop, foi quarto na Strade Bianche e venceu  E3 Binck banck. Em Na Paris Roubaix ele possui cinco Top10 sendo dois vices em seis participações, além de possuir três títulos mundiais de ciclocross.

Peter Sagan – Bora

O atual campeão da Paris Roubaix chega em um momento complexo. O eslovaco três vezes campeão mundial esteve doente e não engatou a forma habitual. Sua equipe corre exclusivamente por Sagan, com Daniel Oss e Marcus Burghardt como principais super gregários. Para a Bora, Sagan é o plano A, B e C. Sabendo da capacidade do eslovaco, o pelote acompanhará e tentará neutralizar qualquer tentativa de ataque.

Alexander Kristoff – UAE

Com a vitória na Gent Wevelgem e pódio na Ronde semana passada, o norueguês Kristoff mostra-se reinventado. Kristoff vem tomando gosto pelas clássicas enquanto nas voltas ele embala Fernando Gaviria. Ele aumentou o peso em 3kg em relação aos tempos de Katusha e busca sua terceira monumento. Kristoff venceu a Milão Sanremo em 2014 e a Ronde em 2015, além de ter 74 vitórias em sua carreira.

Wout Van Aert – Jumbo Visma

Wout Van Aert durante a Paris Roubaix 2018

O tricampeão mundial de ciclocross corre sua primeira temporada em tempo integral. Ano passado ele correu Roubaix pela pequena Wilems Crelan e chegou em décimo terceiro. Agora em uma equipe voltada para ele, só tem a melhorar. Nesta temporada Wout fez segundo na E3, terceiro na Strade Bianchi e sexto na Milão Sanremo.

Greg Van Avermaet – CCC

Já venceu e sabe se esconder. O maior “suga-roda” do pelote é inteligente, sabe se poupar e tem um sprint poderoso além de uma equipe dedicada ao campeão olímpico.

Azarões ou Azarados

Tem aquele pessoal que vem batendo na trave em provas duras. Ressalto alguns:

Lars Boom – Roompot Charles

Silvan Dillier e Oliver Naesen, atual vice campeão da Paris Roubaix e atual campeão belga, ambos pela Ag2r

Nils Politt, o alemão da Katusha, vem subindo de produção e foi quinto na Ronde além de um sétimo ano passado na Paris Roubaix.

Lars Boom, mais um campeão mundial de ciclocross (2008) na prova.  Boom agora pela Roompot Charles terá mais liberdade para liderar. Em cinco participações Boom tem dois Top10.

 

Luke Rowe, o britanico da Sky sequer é especialista nem tem grande retrospecto, mas vem andando muito e tem uma equipe muito forte por trás. Acho que chega na frente de seu companheiro Gianni Moscon.

Mais jovens, mais velhos e estrantes

Robert Stannard da Mitchelton é o ciclista mais jovem nesta edição com 20 anos e 210 dias. Stannard é o único que pode bater o recorde de ciclista mais jovem a vencer. O recorde é de Albert Champion que venceu a edição de 1899 com 20 anos e 363d, um recorde que dura 120 anos.

O holandês Roy Curvers da Sunweb é o mais velho na prova, aos 39 anos e 108 dias. Além dele pode também bater o recorde de ciclista mais velho a vencer, Lars Bak da Dimension Data que tem 39 anos e 88 dias de idade. Gilles Duclos Lassalle é o mais velho ciclista vencedor da Paris Roubaix. Lassalle venceu duas vezes a prova, sendo a segunda com 38 anos e 230 dias em 1993.

Estreiam na prova 33 ciclistas entre eles Matej Mohoric, Jasper Philipen e Fernando Gaviria. O estreante mais experiente é Timothy Dupont pela Wanty com 31 anos.

Paris Roubaix 2019 – 29 setores de paralelepípedos.

Os 257km de prova terão 54.5km de paralelepípedos. Como cada setor é único a organização classificou os setores em dificuldade de 1 a 5. Sendo 5 o setor mais duro e apenas três setores receberam essa graduação:

  • Setor 19: Trouee d’Arenberg (2.3km) 95km do final
  • Setor 11: Mons-en-Pevele (3km) 48km do final
  • Setor 4: Carrefour de l’Arbre (2.1km) O último setor realmente difícil de prova a 16km do final.
Confira todos os 29 setores de Paralelepípedos:

29: Troisvilles to Inchy (km 97.5 — 0.9 km)
28: Briastre to Viesly (km 108.5 — 3 km)
27: Viesly to Quiévy (km 101.5 — 1.8 km)
26: Quiévy to Saint-Python (km 116 – 3.7 km)
25: Saint-Python (km 118.5 — 1.5 km)
24: Vertain to Saint-Martin-sur-Écaillon (km 127.5 — 2.3 km)
23: Verchain-Maugré to Quérénaing (km 136.5 — 1.6 km)
22: Quérénaing to Maing (km 140.5 — 2.5 km)
21: Maing to Monchaux-sur-Ecaillon (km 142.5 — 1.6 km)
20: Haveluy to Wallers (km 156.5 — 2.5 km)
19: Trouée d’Arenberg (km 164.5 — 2.3 km)
18: Wallers to Hélesmes (km 170 – 1.6 km)
17: Hornaing to Wandignies (km 179 – 3.7 km)
16: Warlaing to Brillon (km 185 – 2.4 km)
15: Tilloy to Sars-et-Rosières (km 188.5 — 2.4 km)
14: Beuvry to Orchies (km 194 — 1.4 km)
13: Orchies (km 199 — 1.7 km)
12: Auchy to Bersée (km 206.5 — 2.7 km)
11: Mons-en-Pévèle (km 212 – 3 km) *****
10: Mérignies to Avelin (km 215.5 – 0.7 km)
9: Pont-Thibault to Ennevelin (km 220 – 1.4 km)
8: Templeuve — L’Épinette (km 224 – 0.2 km)
8: Templeuve — Moulin-de-Vertain (km 225 – 0.5 km)
7: Cysoing to Bourghelles (km 232 – 1.3 km)
6: Bourghelles to Wannehain (km 234.5 – 1.1 km)
5: Camphin-en-Pévèle (km 239.5 – 1.8 km)
4: Carrefour de l’Arbre (km 242.5 – 2.1 km)
3: Gruson (km 244 — 1.1 km)
2: Willems to Hem (km 251 — 1.4 km)
1: Roubaix (km 256 — 0.3 km)

 

 

 

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