Bielorusso Vasil Kiryienka abandona o ciclismo por condição cardíaca

Luiz Papillon

Os títulos de grandes voltas de Valverde e Froome tiveram um ponto em comum. A motoniveladora que puxava o pelote para combater fugas e dava tudo para entregar seu capitão em condição de vencer, Vasil Kiryienka ou Kiry para os amigos. Aos 38 anos, uma vitória histórica no Sestriere e um título mundial de contra relógio, Kiry encerra sua carreira devido a uma condição cardíaca.

Em breve comunicado o especialista em contra relógio Vasil kiryienka anunciou que deixa o ciclismo profissional por condição cardíaca.

“É realmente um dia triste para mim, mas esta é a decisão certa baseada no conselho que recebi da equipe médica. Eu tive uma carreira maravilhosa e aproveitei cada minuto correndo com essa equipe (Ineos). Tem sido uma jornada incrível e eu sou grato por todo apoio que eu recebi durante toda minha carreira” Vasil Kiryienka.

 

Aos 38 anos o bielorrusso Vasil Kiryienka ainda era uma “motoca” no WorldTour. Com a experiência de quem foi campeão mundial de contra relógio, Kiry como é chamado pelos amigos da equipe Ineos sempre se doou pela equipe. Porém tudo mudou no começo de 2019, em exames de rotina os médicos da equipe britânica identificaram uma anomalia cardíaca. Como precaução estudaram e atrasaram o inicio de temporada de Kiry até o Tour da Romandia em maio.

Kiryienka ainda correu provas como o Critérium du Dauphiné e a Vuelta a España de 2019. Com renovação para 2020, Kiry poderia passar sua experiência e dedicação aos jovens da equipe Ineos. Contudo mais uma vez veio o conselho médico de não expor o corpo às exigências de uma temporada de ciclismo profissional e desta vez Kiry aceitou a sugestão.

Vitória no Sestriere, 20 presenças em grandes voltas e seis títulos pela Ineos e Casse d’Espagne.

Assim Kiryienka abandona o ciclismo profissional com três vitórias world Tour e um campeonato mundial de contra relógio (2015). Mas seria muito pouco resumir sua presença no pelote a essas três vitórias. Kiry esteve em equipes que venceram o Tour de France quatro vezes, o Giro e a Vuelta uma vez cada. Precisamos lembrar também sua vitória solo no Giro de 2011 no Sestriere.

“Ele tem um estilo único mantendo o tronco superior duro enquanto gera enorme potência, hora após hora. A única coisa que mudava durantes seus esforços precisos era sua careta, que crescia enquanto ele desenterrava energia para entregar tudo a sua equipe, dia após dia.” Sir Dave Brailsford, diretor da equipe Ineos

Nós fãs do ciclismo só podemos dizer: дзякуй (muito obrigado em bielorrusso).

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