Concerto itinerante de bicicletas Cyclophonica homenageia Hermeto Pascal

Luiz Papillon

A Cyclophonica pedala em direção a sua segunda apresentação do ano, desta vez será na Penha, reduto musical carioca.

Cyclophonica Orquestra itinerante| Foto Renato Mangolin
Cyclophonica | Foto Renato Mangolin

A apresentação será realizada na Praça Santa Emiliana, IAPI da Penha e entornos, 27 de agosto, a partir das 11h

A Cyclophonica – Orquestra de Bicicletas

A Cyclophonica – Orquestra de Bicicletas, o único grupo que produz música montado em bicicletas com instrumentos originais criados e adaptados, está a caminho de sua segunda apresentação do edital FOCA. Ciclistas, amantes de música e público reúnem-se desta vez na Penha, na Praça Santa Emiliana, IAPI da Penha, e entornos, no dia 27 de agosto, a partir das 11h. O ponto de encontro será no GREIP da Penha, Rua Santa Engrácia, e contará com o apoio da Arena Carioca Carlos Roberto de Oliveira – Dicró.

O projeto Cyclophonica

Orquestra de Bicicletas foi contemplado no edital Foca, da Secretaria Municipal de Cultura e, ao longo desta edição, estão previstos cinco concertos ciclísticos musicais nas localidades de Arenas e Lonas Culturais da Prefeitura do Rio. As apresentações incluem passeios e performances por ruas, praças e parques, e shows no interior de alguns equipamentos culturais. O projeto iniciou com uma homenagem especial ao compositor alagoano Hermeto Pascoal, padrinho do grupo, com performance realizada no dia 19 de agosto, em Bangu, que contou com a presença do músico.

Orquestra Itinerante Cyclophonica \ Foto Renato Mangolin
Orquestra Itinerante Cyclophonica \ Foto Renato Mangolin

As apresentações contribuem para o acesso à cultura da população que geralmente não tem essas oportunidades por perto. No projeto, o grupo inclui alguns sucessos pontuais dos artistas que dão nome aos equipamentos municipais, além de canções indígenas, música popular e erudita. Enquanto toca, o grupo percorre o percurso pedalando com o público, que tem a liberdade de interagir até mesmo com os instrumentos. Em média, as apresentações têm duração de uma hora e são percorridos aproximadamente 10 km.

 

Penha: Reduto musical

O bairro da Penha tornou-se um reduto singular de artistas consagrados do choro e do samba na cidade do Rio, conhecido pelas rodas musicais promovidas na região da Leopoldina, sendo citado em diversas composições de música popular. Entre os exemplos, estão: a emblemática composição Pelo Telefone de Donga, lançada na festa da Igreja da Penha; Baião da Penha que Guio de Morais e David Nasser compuseram em homenagem à igreja; e canções em que Noel Rosa menciona a Penha como Feitio de Oração e Meu Barracão. Além disso, músicos como Abel Ferreira, Dino Sete Cordas, Joel Nascimento, Maurício Carrilho, Zé da Velha, Paulo Moura, Guinga e os irmãos Luciana e Raphael Rabello marcaram o bairro como ponto de encontro no bar ‘Sovaco de Cobra’, que ficava na Rua Francisco Enes. O botequim chegou a ser homenageado na composição Chorinho do Sovaco de Cobra, de Abel Ferreira, que foi gravado por Joel Nascimento em 1976.

Além da apresentação na Praça Santa Emiliana, IAPI da Penha, no próximo domingo (27), a Cyclophonica estará também em: Pedra de Guaratiba, acompanhada pela Arena Carioca Abelardo Barbosa, Chacrinha e alunos da escola Rivadávia; Praça do Barro Vermelho, em frente à Lona Cultural Municipal Jacob do Bandolim, no Pechincha, Jacarepaguá; e Feira da Pavuna e entornos até a Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, na Pavuna.

 

Sobre a Cyclophonica:

A Cyclophonica – Orquestra de Bicicletas é o único grupo do mundo que produz música montado em bicicletas, com instrumentos originais criados e adaptados. O grupo nasceu em 1999, na cidade do Rio de Janeiro e conta com 10 músicos profissionais, atuando ininterruptamente desde sua fundação. Nos 24 anos de atividades, a Cyclophonica estabeleceu uma formação coesa e extremamente qualificada e estreitou vínculos com diversos espaços, personalidades, comunidades e projetos de cultura e ciclismo no Brasil e no mundo.
Com mais de 300 apresentações já realizadas, percorreu mais de 200 km em vias públicas e também realizou shows em teatros, colóquios, festivais e outros. Trata-se de um tipo de concerto alternativo aos formatos das salas tradicionais com viés de performance urbana – uma modalidade artística, que interroga também as discutíveis fronteiras entre música erudita e popular. As apresentações da orquestra móvel atraem público descontraído, amplo e diversificado de todas as idades, que participa assistindo, pedalando, filmando, criando e aprendendo a tocar os instrumentos. A proposta partilha ideais de educação, tolerância, respeito e fraternidade por onde passa.

Segunda Apresentação Cyclophonica

Local: Praça Santa Emiliana (IAPI da Penha) e entornos.
Ponto de encontro: GREIP da Penha (Rua Santa Engrácia)
Data: 27 de agosto
Horário: 11h às 13h

Ficha Técnica:
Coordenação geral e direção do grupo: Leonardo Fuks
Direção de produção e projeto: Denise Padilha
Assessoria de comunicação: Lead Comunicação
Produção executiva: Festim Produções
Músicos da Cyclophonica: Beto Bonfim; Cosme Silveira; Deborah Levy; Denise Padilha; Gabriel Guenther; Leonardo Fuks; Manoela Marinho; Sérgio Magalhães; Sérgio Naidin; Sheila Zagury e convidados.

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