Café com PELOTE – Entrevista: Magno Prado Nazaret

Em mais um Café com PELOTE, tivemos a honra de conversar com um de nossos representantes do ciclismo nas Olimpíadas de Londres 2012.

Magno Prado Nazaret, especialista em contra relógio e também montanhista! É um ciclista versátil, com inúmeros títulos no cenário nacional e internacional. 

Confira mais esse bate papo!

  

Pelote: Como de costume, para que as pessoas te conheçam melhor, conte um pouco da sua história no ciclismo. Início, equipes, títulos, vitórias, equipes.

Me chamo Magno Prado Nazaret. Nascido na cidade de Dourados MS, comecei a pedalar aos 15 anos de idade e logo já me “joguei” nas competições. No ano de 2003 competia pela Equipe Gimar Bicicletas de Campo Grande MS, na qual fui campeão brasileiro da categoria Junior de contrarrelógio individual. Logo após essa competição na cidade de São Carlos SP, fui convidado a fazer parte da equipe de São Caetano do Sul, na época, uma das melhores equipes do Brasil. Hoje, corro na equipe pro continental Funvic Brasil Pro Cycling e 3 Sargento da Força Aérea Brasileira, e os resultados são: Bi campeão Pan-americano de Contra Relógio. Tri campeão Brasileiro de Contrarrelógio, Bicampeão do Tour do Brasil Volta ciclística do estado de São Paulo. Campeão Mundial Militar de Contrarrelógio Individual 2015. 25º nos jogos Olímpicos de Londres Prova de Contrarrelógio. Atleta mais combativo no Giro Del Trentino 2016 (Prova Word Tour) Itália.

 

Pelote: Sabemos que você é um ciclista bastante versátil: é um Contra Relogista, mas também um bom montanhista. Em sua opinião, como é possível ser bom em duas funções tão distintas?

Quando comecei a pedalar logo percebi que tinha mais facilidade para andar na “passada” passista contra relogista. Depois que vim morar no interior de SP, na cidade de Pindamonhangaba – mais precisamente na serra da Mantiqueira, pude especificar os treinos na montanha, o que ajudou muito na minha carreira. Daí em diante passei a disputar a classificação das grandes voltas ciclísticas e também acabei sendo um corredor de voltas (corrida por etapa).

 

Pelote: Ainda sobre a pergunta anterior, como você divide o seu tempo nos treinos para ambas as modalidades?

Onde vivo, Pindamonhangaba, é muito fácil fazer treinos de montanha, pois moro ao lado da Mantiqueira. Saio para fazer treinos longos e com bastante montanha. Já os treinos de contrarrelógio, faço na montanha também e outros atrás da moto. Além disso, uso algumas provas como treino para chegar 100% nos meus objetivos.

 

Pelote: As pessoas tendem a achar que, para ser um Contra Relogista, o ciclista precisa ser “parrudo”, ou seja, mais pesado e bem mais forte que os demais. Você concorda com isso?

Sim, concordo, mas depende do terreno onde será a prova; no plano, ciclistas “parrudos” têm grande vantagem, mas, se a prova for em terreno montanhoso, ciclistas mais leves se saem melhor.

 

Pelote: O que você acha que devemos esperar dos novos jovens ciclistas brasileiros?

Acho que a nova geração tem tudo para dar certo e nos encher de orgulho.

 

Pelote: Baseado em sua resposta, acredita que podemos ter esperança de que algum ciclista chegará ao Pro Tour?

Claro que sim. Hoje o projeto da Funvic Brasil Pro Cycling está abrindo portas para novos talentos mostrarem todo seu potencial e chegarem ao tão sonhado Pro Tour.

 

Pelote: Acredita que a Funvic possa chegar lá também?

Acredito que a Funvic Brasil Pro Cycling pode chegar no topo do ciclismo mundial. Hoje ela ocupa a tão sonhada licença Pró continental. A direção da equipe segue trabalhando duro para poder subir mais um degrau e chegar ao status de pro tour, sabemos que isso é um projeto em longo prazo e já foram dadas as primeiras pedaladas para esse caminho.

 

Pelote: Pretende correr por mais quanto tempo?

É difícil falar quando vou parar, me sinto melhor que há 10 anos atrás e quero ser profissional enquanto o corpo e mente aguentarem.

 

Pelote: Como foi ter vivido a experiência de ter corrido nas Olimpíadas de 2012?

Foi um longo caminho para conseguir a vaga olímpica. Experiência única na minha carreira poder participar do mais importante evento esportivo do mundo. O melhor resultado da minha vida como atleta foi participar do Jogos Olímpicos de Londres.

Pelote: Você correu ao lado de um ciclista “internacional” (Murilo Fischer). Sabemos que as equipes “PRO TOUR” estão um pouco à frente no quesito treinamento e estrutura. Sentiu diferença entre o seu preparo e o do Murilo?

Em Londres senti falta de ritmo de prova, pois a maioria dos ciclistas estava vindo do Tour de France eu estava só treinando. Entretanto, é nítido que os Pro Tour sempre estarão à frente de todos em todos os quesitos (orçamento, equipamento, calendário e por aí vai).

Pelote: Você acha que poderia estar correndo um circuito mundial? Tem lenha para queimar em um Grande Tour?

Hoje corro algumas provas do circuito mundial, mas, para correr uma das grandes voltas, não depende só de mim, a Funvic Brasil Pro Cycling precisa ser convidada para poder correr. Espero realizar o sonho de correr uma das grandes voltas, pois tenho muita lenha pra queimar!!!

 

Pelote: Como é a sua rotina de treinos?

A rotina de treino é de acordo com as provas que vou fazer, mas rodo de 400 a 1000 km por semana. No começo da temporada rodo de MTB e um pouco de academia (fortalecimento).

 

 

Pelote: Quem são seus patrocinadores? Deixe seu recado para eles!

Hoje corro na equipe Funvic Brasil Pro Cycling que conta com patrocínio da faculdade Funvic, Rudy Project, Pneus Vitória, Solifes creme anti atrito, Prefeitura de São Jose dos Campos SP.

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