Testamos o lubrificante de Corrente Algoo

Você provavelmente já ouviu falar do ótimo desengraxante da Algoo, mas já conhece a linha de lubrificantes para corrente? A empresa brasileira possui dois modelos de lubrificantes, um a base de óleo e um a base de cera.

algoo-1

Testamos o lubrificante a base de cera, indicado para bicicletas de estrada, como comparativo, a corrente já vinha sendo utilizada com o ótimo Squirt, efetuei uma limpeza, apliquei uma camada única e deixei a bicicleta pronta para pedalar no dia seguinte.

algoo-2

Após 200km pedalados a corrente ainda se mostrava bem lubrificada e limpa, coisa que não acontece com o Squirt que é um “imã” de poeira, embora seja muito bom.

Lembro que o lubrificante a base de cera é mais indicado para situações onde não há previsão de chuva ou muita sujeira, enquanto o lubrificante a base de óleo mineral é mais indicado para situações de chuva ou muita sujeira/lama. É importante lavar a corrente após um pedal muito sujo ou molhado para preservar sua durabilidade.

O preço do Algoo cera com 200ml fica em R$30,00 nas bicicletarias enquanto o Squirt de 60ml parte de R$63,00, outras opções são o Finish Line Wax a partir de R$40,00 na versão 60ml.

 

 

Esporte de dopados ou não?

Qualquer um que pedale uma bicicleta de estrada a popular “speed” já foi questionado sobre o doping, o amigo já chega e lasca “E o Lance ein? Aquele dopado!”
dop1
Com tantos casos de doping e escândalos recorrentes enquanto muito silêncio em outras modalidades, será MESMO que o ciclismo é esporte de dopado? Afinal aguentar pedalar em nível competitivo por cinco, seis horas diárias durante uma, duas até três semanas seguidas parece impossível para uma pessoa normal certo?
Agora, vamos analisar como é esse controle, numa volta da França a mais famosa prova de ciclismo do ano largam cerca de 200 pilotos, são realizados testes ao longo dos 21 dias de competições em todos eles, cerca de 480 testes dos quais mais de 300 de sangue, difícil para um atleta escapar, além disso eles são testados durante toda temporada em prova e com testes fora de prova, os temidos “vampiros” da WADA (Associação Mundial Anti Doping) colhem sangue em horários e locais improváveis para detectar o uso de drogas fora de competição.

Kamera: FinePixS2Pro,  Objektiv: Sigma 28-70 2,8 (piqs.de ID: 06512f9b64352105e078c45be376e9fd)

Mas como são os demais esportes? Todos limpos? Futebol por exemplo, quem acha que alguém precisaria de drogas para jogar duas vezes por semana apenas 90 minutos? Talvez pela mídia atraída, pela quantidade de praticantes, vejamos os números!
A UEFA, responsável por todas competições no continente europeu realiza 2.400 exames na temporada, sendo apenas 300 de sangue em todos os clubes e seleções que jogaram no continente europeu que inclui mais de 40 ligas de futebol com suas respectivas divisões, só o campeonato inglês possui cinco divisões com 20 times cada.
Seria errado dizer que com certeza há dopados entre esses milhares de jogadores de futebol, mas é plausível pensar que a amostragem é muito, muito inferior do que no ciclismo, lembre ao final de cada partida de futebol oficial com 56 atletas são sorteados 2 para o exame, usualmente de urina e em cada campeonato apenas algumas partidas específicas há amostragem de sangue.
Essa falta de controle é refletida também no ciclismo nacional, com poucos exames e pouco controle, vimos nessa temporada os casos envolvendo atletas da FUNVIC e o campeão brasileiro, testando antes dos jogos olímpicos, ou exclusivamente por competir fora do país como o caso da Volta de Portugal. Ou seja o que evitava que alguns fossem pegos era a frouxidão do sistema, que uma vez pervertido torna a prática repetitiva e resta à autoridade anti-doping apertar mais e mais o controle, teve caso de prova semi-profissional e master com pilotos “passando mal” e desistindo de largar por conta da notícia que haveria controle rígido anti-doping. Alguns ciclistas estão quebrando essa Omertà, rompendo e expondo fatos e pessoas, o recente livro de Thomas Dekker assumindo não só o doping mas como a própria equipe praticava o doping sistemático, é o que chamamos da cultura do doping, quando a prática é aceita por seus participantes como parte do jogo, algo surpreendentemente tolerado no prosaico ciclismo nacional.
Há também a questão da punição, quando Lance Armstrong assumiu publicamente que usou drogas na parte mais vitoriosa de sua carreira ele sofreu o escárnio do planeta, enquanto o simpático André Agassi, após admitir o uso de metanfetamina recebeu um tapinha nas costas da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) que não só acobertou o doping na época como evitou reabrir o caso pelo atleta já estar aposentado, dois pesos bem distintos. Já no cenário nacional, sempre sobra ao elo mais fraco, o atleta é punido e quase sempre acaba com sua chance de brilhar na elite e acaba esquecido pelos holofotes enquanto os mesmos, repito os mesmos dirigentes de sempre permanecem a frente de equipes e federações.
A mim o ciclismo não é esporte de dopado, é apenas o esporte com maior controle no planeta, mas não é nem de longe limpo como deveria ser.
 
 

Não deu em nada!

O que era uma simples manifestação por mais respeito ao ciclista se transformou em caso de policia, no já distante fevereiro de 2011 um motorista atropelou e causou lesão em 17 pessoas, uma verdadeira carnificina.

Em qualquer lugar do mundo isso seria motivo para prisão flagrante sem liberdade condicional, mas no país do “não sei de nada” o tempo sempre corre a favor do réu. Apenas 5 anos depois o julgamento aconteceu.
Mesmo condenado a 12 anos em regime fechado pela tentativa de homicídio de 11 pessoas mais lesão corporal de 5, o atropelador de Porto Alegre saiu pela porta da frente do tribunal.

Como pode apelar à instâncias superiores o homicida responde em liberdade, você pode ser preso em flagrante por portar uma arma, mas se utilizar um veículo de 1.500kg para tentar matar dezenas de pessoas, você não será preso. O atropelador agora irá recorrer, sempre no final do prazo, já que no Brasil não importa que tenha sido julgado e condenado, parte dos crimes pode prescrever contando com a lentidão da justiça.

Superação!

Nesse final de semana durante o 3º encontro anual do forum Pelote Ciclismo, fizemos um pedal entre Penedo e Visconde de Mauá no Rio de Janeiro, durante o trajeto encontramos diversos ciclistas seja de bicicletas de estrada seja de mountain bikes fazendo o duro trajeto de serra. Já quase no alto da serra nos deparamos com o colega de MTB, subindo bem, forte fazendo muita força, sem reclamar. Mesmo com uma só perna. Confira os 11,6km de subida no Strava.

 

super2

Ciclista sem uma perna – Foto: Fabio Monjardim

 

E ai qual a sua desculpa?

 

1 2 3 56