Por um ciclismo com mais emoção!

Ontem durante o dia de descanso da Vuelta, Quintana e Valverde da Movistar reclamaram do uso dos medidores de potência, afirmando que tornam o esporte chato e que o ciclista deveria competir com suas sensações, claramente uma cutucada em Cris Froome que pilota olhando pro medidor o tempo todo.

froome

Os medidores de potência em conjunto com sensores cardíacos e de cadência fazem com que o ciclista possa planejar muito bem cada etapa, em função dos treinos estabelece pontos onde pode render mais, como quando Froome atacou no Ventoux em 2013. Confira o vídeo:

Isso tirou emoção da prova? Muito pelo contrário, o que ocorre hoje é nitidamente a preparação da Sky e performance de Froome o colocarem como melhor piloto do pelote, simples assim. Uma prova não é definida somente no papel, o imponderável pode acontecer, seja o piloto ter um dia ruim, uma dor de barriga ou mesmo uma queda a Sky prova que planejamento se transforma em vitórias, mas sem o elemento principal que é o piloto nada disso é possível.

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Por outro lado ontem, Greg Van Avermaet, atual campeão olímpico falando um pequeno grupo de jornalistas defendeu mudanças no World Tour, com enxugamento do calendário e menores equipes o que levaria a ter mais equipes, algo defendido também por Chris Prudhomme, diretor do Tour de France. A ideia de Prudhomme é que o número de pilotos por equipe nos Grand Tours seja reduzido de 9 para 8 ou talvez 7 e em corridas de um dia para 6, enquanto Avermaet sugere que isso seja testado em provas como o Critérium Du Dalphiné, Paris-Nice ou Tirreno-Adriatico.

 

Hoje todas equipes precisam participar de todos eventos, são 37 provas obrigatórias para as equipes da nata do ciclismo mundial, cada equipe mantem cerca de 25 pilotos para ter capacidade de largar dois eventos simultâneos e ainda ter alguns pilotos em treinamento.