Ashlin Barry é campeão mundial de ciclismo Sub-23 escapado por 129km. Alejandra Neira vence juni
Categorias de base encerram disputas do Mundial de Ciclismo em Montreal com grandes emoções
As categorias de base do Mundial de Ciclismo no Canadá, em Montreal, finalizaram suas provas nesta sexta-feira com as disputas do Sub-23 masculino e Júnior feminino. Ashlin Barry (EUA) conquistou o título após uma fuga impressionante de 129 km, quase sendo alcançado no final. Já Alejandra Neira (ESP) surpreendeu ao vencer um sprint decisivo, mesmo sem acreditar ser a favorita.
Sub-23 Masculino – Fuga brilhante de Ashlin Barry
A prova de 174,2 km começou tensa, com o pelotão dificultando as fugas. Restando 129 km para o fim, um grupo mais forte conseguiu escapar, formado por Samuel Novák, Kristian Egholm, William Heddernan, seguido por Matthew Dodd e Ashlin Barry. O grupo abriu quase dois minutos de vantagem, enquanto os favoritos testavam forças na subida.
Entre os principais nomes estavam o espanhol Héctor Álvarez, o brasileiro Henrique Bravo, o francês Aubin Sparfel e o equatoriano Mateo Ramírez, que mais buscavam força individual do que cooperação. A menos de três voltas para o fim, os escapados foram caindo um a um. Na subida Côte Camillien-Houde, Barry tinha apenas 15 segundos de vantagem e parecia que seria alcançado.
Porém, a falta de entrosamento no grupo perseguidor e os ataques constantes deram espaço para Barry ativar seu modo contrarrelógio, sumindo do campo de visão dos rivais e garantindo o título mundial justamente no dia do seu 19º aniversário. Atrás, os favoritos se desgarraram, e um grupo chegou para o sprint da prata, com o espanhol Héctor Martínez ficando com a medalha de prata e o norueguês Jesper Stiansen com o bronze. Henrique Bravo terminou em 19º lugar.
“É inacreditável, eu não acredito. O plano era ficar na frente da prova. Quando escapamos, pensei só em manter a liderança. Não sei como consegui segurar, mantive meu ritmo e dei tudo nas últimas voltas. Eu esperava ter chance no contrarrelógio, mas vencer assim é surreal.” — Ashlin Barry
Filho de peixe, Ashlin Barry é filho de Michael Barry (ex-USPS/HTC/SKY) e Dede Demet-Barry (T-Mobile, vice campeã olímpica de CRI).
Júnior Feminina – Alejandra Neira conquista o ouro

Na prova feminina até 19 anos, com 80,4 km, as fugas também não vingaram. Com seis passagens pela subida Voie Camillien-Houde (1,7 km com inclinação máxima de 7,7%), as juniores imprimiram um ritmo intenso e seletivo.
Na penúltima volta, a brasileira Maitê Coelho ficou para o segundo grupo após estar na parte traseira do pelotão principal. Na frente, a aceleração decisiva veio a 13 km do fim, com Mirthe Mons (Países Baixos) puxando forte, seguida por Alejandra Neira (Espanha), Matilde Rossignoli (Itália) e Anja Grossmann (Suíça). Mons vacilou, e as três escaparam.
Atrás, Mons recebeu ajuda da polonesa Maria Okrucinska na perseguição, tentando alcançar o trio líder que trabalhava para manter a fuga. A menos de 3 km do fim, o grupo se uniu em cinco ciclistas, e a decisão ficou para o sprint final. Alejandra acelerou pelo centro e venceu com autoridade. Maitê Coelho terminou em 33º lugar.
“Não acredito, é o melhor dia da minha vida, sou campeã mundial. Quando as perseguidoras chegaram, perdi um pouco da confiança, pois Maria Okrucinska é uma ótima sprinter. Tentei me manter firme e dar meu máximo. Paula Ortiz é uma grande ciclista e companheira de equipe, e ser campeã um ano depois dela é incrível.” — Alejandra Neira
