Milão Turim 2020 na medida para velocistas

A clássica italiana Milão Turim (Milano Torino em italiano) ultrapassa um século de história. Disputada desde 1876 é a mais antiga clássica do ciclismo mundial. E neste ano com um trajeto um pouco diferente servirá de aperitivo para a Milão Sanremo que acontece no próximo sábado.

Normalmente a Milão Turim é disputada em outubro e tem em seu trajeto a subida Superga desde 2012, contudo a edição 2020 foi redesenhada. Os efeitos da pandemia do coronavírus no calendário acabaram colocando a prova no alto verão italiano.

Milão Turim, mais de um século de história

A largada acontece na Catedral de Milão e a chegada na Mole Antonelliana em Turim. Ai vem uma curiosidade que, a Mole era para ser uma gigantesca sinagoga com 167m de altura. Acontece que o arquiteto Alessandro Antonelli (que dá nome a obra) fez uma série de modificações no projeto elevando o custo da obra. Esse aumento fez a comunidade judaica local paralisar a obra, então a prefeitura de Turim cedeu um novo terreno para construção da sinagoga e assumiu a construção de Antonelli. Obra pública, dinheiro público e o gênio do arquiteto fez novas mudanças no projeto elevando novamente os custos, prazos e incluindo um elevador para acesso a cúpula. A obra só foi concluída após a morte do arquiteto e atualmente é ocupada pelo Museu Italiano de Cinema.

Chegada da Milão Turim com a Mole Antonelliana ao fundo | Foto Divulgação RCS

O maior vencedor da prova foi Constante Girardengo com cinco vitórias, entre os latinos, apenas Miguel Ange Lopez e Rigoberto Uran triunfaram na clássica.

O trajeto da Milão Turim 2020 é basicamente uma mesa de bilhar, ladeada pelas belíssimas planícies da Toscana e Piemonte, assim salvo um ataque ou vitória da fuga, a decisão deve ficar para um sprint em frente ao palácio de Stupinigi em Turim.

Favoritos e destaques

Em prova para velocistas, sem dúvida as equipes mais armadas na especialidade são a Deceuninck Quick Step que tem o irlandês Sam Bennett e a Lotto Soudal com Caleb Ewan e a UAE Team Emirates com Fernando Gaviria. Eu realmente acho que a vitória fica com um dos três.

Os ciclistas clássicos são representados por uma constelação de estrelas a começar pelo vencedor da Strade Bianche no último sábado, Wout Van Aert pela Jumbo Visma.  A Bora tem Peter Sagan, pela Alpecin Fenix, Mathieu Van der Poel e finalmente Arnaud Démare pela Groupama. Vincenzo Nibali está na prova pela Trek, mas acho muito pouco provável que Nibali consiga escapar como na sua vitória na Milão Sanremo em 2018.

Transmissão na ESPN

A prova será transmitida para o Brasil pela ESPN exclusivamente no aplicativo WatchEspn a partir das 11:50 desta quarta feira.

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