Suspensão da Ciclofaixa de Lazer, mais um marco de Bruno Covas

Luiz Papillon

A cidade de São Paulo contou por dez anos com a Ciclofaixa de Lazer. Aos domingos e feriados o paulistano acostumou pedalar pela cidade com uma segurança adicional. Porém todo esse ganho para a cidade pode ficar no passado. Já nesse domingo a Ciclofaixa de Lazer esta suspensa. O contrato da Bradesco Seguros com o município venceu e a patrocinadora optou pela não renovação. A decisão da empresa já era de conhecimento geral, porém a prefeitura de São Paulo alegou surpresa e como resultado suspendeu a ciclofaixa.

Ciclofaixa patrocinada pela Bradesco Seguros – Foto Movimento Conviva

Histórico da Ciclofaixa de Lazer

Tudo começou em 2009 com o trabalho do então secretário de esportes Walter Feldman na administração Kassab. Foi firmada parceria entre o município é o ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento), presidido por Enrique Peñalosa. Peñalosa foi prefeito de Bogotá e adotou um sistema estrutural de ciclovias para revolucionar o transporte da cidade colombiana.  Em pouco tempo o resultado da parceria tornou-se realidade. Entraram em funcionamento as Ciclofaixas de Lazer, interligando os principais parques paulistanos.

A ciclofaixa de lazer passou a funcionar como importante instrumento para educação e conscientização no trânsito. Uma verdadeira ação cidadã que canalizou olhares para a ciclo mobilidade e também para o crescimento da prática do ciclismo na cidade mais populosa do continente. Educar o motorista para a conscientização da participação da bicicleta no trânsito é importantíssimo. As politicas que vieram na administração seguinte (Fernando Haddad) de expansão da malha cicloviária e adoção do compartilhamento de bicicletas e patinetes colocaram definitivamente a cidade de São Paulo na direção do transporte alternativo.

Administração Doria e Covas só jogou contra a bicicleta

A partir da eleição de João Doria, que viria a renunciar o cargo pouco tempo depois, a ciclo mobilidade passou de política de governo para escanteio. Em 2018 destaquei a “Política pé na Cova” com objetivo de retirar ciclovias da cidade. Logo depois a prefeitura desmentiu chegando a lançar um ambicioso plano cicloviário. A época perguntei se era mobilidade ou lorota eleitoral, o leitor um ano depois tem condições de deduzir. Esta semanada em pleno mês da ciclo mobilidade, veio ao ar matéria indicando uma sondagem para remover ciclovias.

Próximos Passos

Nesta sexta feira, a tradicional bicicletada (na última sexta feira do mês) protestou contra a suspensão das ciclo faixas e também contra o plano de retirar ciclovias. A prefeitura promete buscar uma solução mas não diz qual e a cada dia que passa a administração de Bruno Covas mostra-se inimiga do ciclista. O ano de 2019 caracterizou-se pela não realização da prova clássica 9 de julho e a Volta de Guarulhos esta seriamente ameaçada. A cúpula da PM é sumariamente contrária a realização e tem apoio de uma concessionária de estrada para minar os planos do diretor da prova, José Claudio dos Santos o Facex.

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