Doping ou excesso da Agência Anti-doping?

Na esteira dos casos de doping envolvendo a Soul Brasil Cycling ao contrário dos casos de Ramiro Rincon, João Gaspar e Kleber Ramos que caíram ano passado por uso de CERA, réus confessos os casos de ontem envolvendo os veteranos Alex Diniz e Otávio Bulgarelli assemelham-se mais ao episódio envolvendo o colombiano Sergio Henao da Sky, relembre aqui:

UCI Libera Sergio Henao!

Ontem mesmo, tanto “Meio Quilo” como “Grilo” deram suas versões para os fatos, Diniz esclarece que utilizou medicamento que não é vetado pelo controle da Wada, mas que causou alterações em seu metabolismo e portanto alterações no passaporte biológico, assim como Henao fica suspenso de provas oficiais até o julgamento, que no caso esperamos que seja absolvido. Pelote ressalta que as alterações no passaporte foram negativas, em função de uma tragédia pessoal do atleta que enfrenta a síndrome do pânico.

Otávio Bulgarelli por sua vez alega que seus exames deram negativo para dopagem, e que a adulteração encontrada trata-se de erro de manipulação do laboratório, já que foi encontrada urina feminina misturada a sua.

Espelhando no caso do piloto da Sky, há um custo pessoal muito grande em função de uma suspensão, seja em patrocínios seja na imagem que é um componente importante da carreira de um ciclista, ainda mais no fim da carreira onde passa para transição da pista para outros setores do esporte e principalmente no âmbito pessoal e familiar.

A equipe emitiu nota oficial, reproduzimos na íntegra:

A equipe Funvic/Brasil Pro Cycling foi comunicada na tarde da segunda-feira (27) sobre possível caso de doping envolvendo dois de seus ex-corredores da temporada 2016.

Nos dois casos, nenhum deles foi flagrado com substâncias proibidas. Os dois ex-ciclistas da equipe, de acordo com nota publicada em seus perfis no Facebook, irão se defender juntos aos meios cabíveis para provar sua inocência.

Reiteramos que seguimos trabalhando com seriedade e desejamos êxito aos dois ex-ciclistas da equipe na busca pela verdade.

PASSAPORTE BIOLÓGICO
Todos os atletas da equipe possuem o Passaporte Biológico, adotado desde que a equipe recebeu a licença Profissional Continental da UCI em 1º de janeiro de 2016. Desde então, os ciclistas podem ser acionados a fazer exames em qualquer dia e horário da semana, seja em competição ou fora. Para tal, o atleta preenche uma ficha online na qual insere o seu endereço diariamente, seja fora de competição, em competição ou em viagens. O objetivo é que ele esteja sempre disponível para todos os órgãos competentes de combate ao doping em qualquer lugar do mundo.

MPCC
Em 2017 a equipe aderiu ao MPCC (Movimento por um Ciclismo Credível que aplica regras muito mais rigorosas do que a WADA (Agência Mundial Anti-dopagem), tudo visando à prevenção de qualquer tipo de problema relacionado com doping.

 

O Pelote não julga, informa e torce por um ciclismo limpo e o melhor que pode acontecer é tudo não passar do mesmo excesso que foi feito com Sergio Henao.

1 thought on “Doping ou excesso da Agência Anti-doping?”

  1. A atleta Isabella Lacerda do MTB também padeceu na mão da UCI e seus excessos injustificáveis… No caso dela, entenderam as variações de hematocrito causadas pela DENGUE como indicação de dopping, mesmo com dezenas de exames de sangue e urina negativos!

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