Julian Alaphillippe é o campeão mundial de ciclismo em 2020

Luiz Papillon

Com um ataque a 11km do final, Julian Alaphilippe seguiu sozinho para vitória em Imola, colocando seu nome na história do ciclismo profissional. Alaphilippe aos 28 anos vence pela França um Mundial de Ciclismo, algo que não ocorria desde 1997 com Laurent Brochard. Atrás no sprint selecionado, o belga Wout Van Aert ficou com a prata seguido pelo suíço Marc Hirschi que ficou com o bronze.

Pódio Mundial de Ciclismo | Captura TV

87º Campeonato Mundial de Ciclismo – Prova de Resistência – Imola

A prova com 258.2km, foi realizada as pressas pela federação italiana de ciclismo. Vale a menção para o trabalho fantástico da província de Bolonha na região da Emília-Romanha. Em apenas 20 dias, as estradas foram recapeadas, acessos reformados e tudo ficou perfeito para um mundial inesquecível.

A prova teve ataques desde a largada, uma fuga inicial teve sete ciclistas:

  • Jonas Koch (Alemanha),
  • Torstein Traeen (Noruega),
  • Marco Friedrich (Áustria),
  • Damiil Fomynkh (Casaquistão),
  • Yukiya Arashiro (Japão),
  • Eduard Grosu (Romênia),
  • Ulises Castillo (Mexico).

A fuga manteve uma vantagem em torno de seis muitos de vantagem, enquanto o pelote só elevou o ritmo em torno de 130km do final. A fuga foi aos poucos sendo eliminada.  Quando a fuga tinha 30″ de vantagem, Alaphilippe e Tim Wellens se posicionaram na ponta da perseguição e logo foram seguidos por outros favoritos como Primoz Roglic e Michal Kwiatkowski, era o fim da fuga.

Ataque de Pogacar

O ataque seguinte veio pelo vencedor do Tour de France, Tadej Pogacar. O esloveno atacou na marca de 41km para o final enquanto atrás os belgas assumiam a ponta do pelote com Tiesj Benoot. Iria o jovem talento esloveno conseguir vencer duas grandes provas em apenas uma semana? Pogacar seguiu na frente do pelote com vantagem próxima a 25 segundos. Até que na marca de 21km Tom Dumoulin atacou, e acabou com a escapada de Pogacar. Os favoritos já estavam todos na ponta do pelote.

Julian Alaphilippe ataca para vitória

Ataques sucedidos um após o outro foi eliminando um a um os favoritos. Vincenzo Nibali atacou com Mikel Landa, Rigoberto Uran e Wout van Aert, a correria pegaria fogo. Nos quilômetros seguintes o grupo teve a companhia de Damiano Caruso, Kwiatkowski e de Alaphilippe. E na marca de 11km para o final veio o ataque vencedor. Alaphilippe atacou na Cima Gallisterna, o grupo perseguidor passou a ter Marc Hirshi, Wout Van Aert, Michal Kwiatkowski, Primoz Roglic e Jakob Flugsang.

A decida para cidade com suas curvas fechadas e ingrimes foram decisivas para Alaphilippe entrar no autódromo de Imola com 20 segundos de vantagem. Já era possível dizer que não perderia mais, afinal, atrás a perseguição não revesava muito. No fim, Alaphilippe venceu em Imola e no sprint selecionado Wout Van Aert conquistou a prata seguido por Marc Hirshi que ficou com o bronze.

Transmissão corta cerimônia do pódio

Aqui sempre fomos críticos em relação a transmissão das provas de ciclismo, e o elogio ao canal SporTV sempre recaiu por transmitir as provas por um período maior que a concorrência. Contudo cabe a crítica ao fato do canal não transmitir o cerimonial de premiação. A narração de Sergio Arenillas foi bastante precisa especialmente na pronúncia do nome dos ciclista.

Enquanto Gideoni Monteiro, ex-ciclista de pista tenha ficado na zona de conforto com comentários comuns, mas que ajudam o espectador de primeira viagem. Contudo Gideoni pecou muito na pronúncia do nomes dos ciclistas. Fica claro a sensação que o SporTV tem equipe e competência para fazer mais transmissões de ciclismo, poderia investir mais nessa modalidade apaixonante.

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