Chuva tornou etapa do Tour de France Caótica

Neste sábado começou o  Tour de France 2020, com vitória de Alexander Kristoff. Após a etapa muitos comentários acerca da segurança dos ciclistas e dificuldade na etapa inaugural. A imagem do experiente Tony Martin agitando os braços pedindo que os ciclistas neutralizassem a descida por conta própria sem dúvida correrá o mundo.

Tony Martin (Jumbo) balança os braços pedindo calma | Captura TV

Tony Martin pediu para todos diminuírem o ritmo, a Astana não atendeu e….

A atitude do experiente alemão foi elogiada pela grande maioria dos ciclistas na prova. E até quem não observou a parada teve seu karma devolvido. Falo claro da Astana que atacou com Omar Fraile e toda equipe, mas justamente o líder da Astana, Miguel Angel Lopez, escorregou em uma curva acertando violentamente uma mureta que destruiu sua bicicleta.

“Eu tenho que tirar o chapéu para todos no pelote, menos a Astana que desceu o martelo na subida, e como resultado seu lider ficou para trás. Eles conseguiram parecer muito estúpidos. Tirando eles, eu tiro o chapéu para todo o pelote” disse Luke Rowe, um dos principais gregário da equipe Ineos Grenadiers.

 

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Fazia muito tempo que não chovia em Nice, e hoje com a chuva durante a prova muitos problemas. Toda sujeira, gordura e oleosidade do asfalto virou uma gosma escorregadia para as bicicletas.

“Foi uma etapa complicada, o percurso foi difícil. Se estivesse sol, teria sido um grande show, mas com a chuva, era como uma pista de gelo. Ciclismo é assim, foi um azar. Acho que os ciclistas tomaram a decisão certa em diminuir o rítmo. Tiveram uma atitude razoável pois são eles que estão sobre a bicicleta. Os organizadores proprõem um percurso, os chefes de equipe propõem uma tática, mas são os ciclistas que pedalam e acho bom que sejam eles a decidir no final” disse Marc Madiot

Marc Madiot, diretor da Groupama FDJ | Foto Dauphiné Liberé

A equipe Groupama sofreu com a queda de Davi Gaudu e Thibault Pinot. Pinot ficou muito irritado com a queda mas não teve problemas físicos além dos arranhões.

O ciclista da Jumbo Visma, Robert Gesink deu detalhes da situação do asfalto:

“Havia muito óleo na pista, se não tivessemos neutralizado a descida, pelo menos uns 20 caras teriam voado por cima dos muros. A UCI deveria aproveita a chance em priorizar a segurança do ciclista, mas mais uma vez eles não fizeram nada. Correr não é espetáculo o suficiente para eles.” completou Robert Gesink.

Favorito a camisa verde, Wout Van Aert optou por não disputar o sprint. O belga também da Jumbo Visma aliviou para organização e entende que foi um fato de prova. No entanto destacou que o trecho mais perigoso deveria ter sido neutralizado logo após as primeiras quedas:

“Teria sido melhor neutralizar mais cedo, mas isso não foi possível. Em alguns lugares você podia ver manchas de óleo e em outros a estrada estava branca de espuma. Isso não tem nada haver com segurança, é um verdadeiro azar o fato de estar chovendo hoje.” completou o campeão belga contra o relógio.

 

 

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