Thomas Dekker assume doping em livro!

O ex-ciclista profissional Thomas Dekker hoje com 32 anos confessou em seu livro Mijn Gevetcht (Minha luta), com detalhes o doping entre os ciclistas da equipe Rabobank (que virou Team Blanco e posteriormente Giant Alpecin). Dekker estreou no ciclismo pela Rabobank continental e ficou lá até o final da temporada 2008. Em 2009 levou suspensão de dois anos por violações no passaporte biológico, voltou pela Chipotle e correu por quatro temporadas na Garmin.

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Um trecho do livro foi publicado pela página Adl.nl e mostra os bastidores do Tour de France de 2007 vencido por Alberto Contador, e detalha como os ciclistas tomavam EPO, Cortisona e usavam prostitutas. A equipe Rabobank daquele tour tinha Dekker, Boogerd, Rasmussen, MEnchov, Oscar Freire, Pieter Weening, Juan Antonio Flecha, Bram de Groot e Grischa Niemann. O mais surpreendente deste livro é o fato dele acusar uma equipe de conduzir o doping sistemático, algo que eu, e 2/3 dos amantes do ciclismo acreditamos ter sido o padrão da época.

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Boogerd e Dekker

Dekker era companheiro de quarto de Michael Boogerd, holandês. As seis horas da manhã os médicos da equipe avisaram Boogerd que seu sangue apresentava mais de 50% de hematócritos e que precisava diluir seu sangue com infusão salina para ser testado.

Rassmussem foi afastado pela equipe na 16a etapa do tour daquele ano mesmo liderando a prova, o motivo teria sido ter mentido a UCI sobre os locais que estaria ao longo do ano para testes antidoping, Dekker comenta no livro:

Não sabíamos se ele havia mentido sobre onde tinha estado ou se estava de doping até o pescoço, embora suspeitássemos.

Quando Cancellara ganhou o ouro nas olimpíadas do Rio, Lance Armstrong tuitou: “Luigi” numa referência a suspeita levantada por Tyler Hamilton de que seria Cancellara o “Luigi Classicomano” na Operação Puerto.

Na imagem abaixo um print da conversa entre ele e Phil Gaimon, onde Phil comenta: “Quando você posta algo sobre Cancellara sendo Luigi na Operação Puerto, e você é corrigido pela melhor fonte.”

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No livro Dekker assume que Dr. Fuentes havia colocado este apelido e seriam dele as bolsas de sangue nomeadas. Só uma coisa não fecha Hamilton disse que Luigi correu o Tour da Califórnia de 2008, e Dekker não estava na prova.

Além desses episódios, o ciclista admite que na Silence-Lotto (atual Lotto Soudal) o então médico da equipe utilizava de falsas lesões para contornar regulações anti-doping. A cortisona pode ser usada como combater a dor muscular ou para tratar doenças como a asma (hello, team Sky?), também pode ajudar a perda de peso e aumentar a capacidade respiratória, e tudo que o ciclista precisa para utilizar é um termo de exceção terapêutica.

“Jan Mathiel inventava a cada vez uma nova lesão, problemas no joelho nos ombros e até nas nádegas…na quinta feira antes da Amstel Gold Race, tomei 50ml e 5ml no sábado, ele dava as injeções de portas fechadas assim os outros nada viam. É claro para mim que isso é uma pratica estabelecida na equipe.”

A equipe disse não ter nada a declarar, Dr. Jan Mathiel alegou ao Cyclingnews que só ministrou drogas estritamente seguindo protocolo da UCI.

 

 

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