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Super Mundial de Ciclismo

Neste domingo se encerrou o super mundial de ciclismo, uma espécie de olimpíadas da bicicleta com quase todas disciplinas da bicicleta.

Lotte Kopecky – Pauline Ballet – Swpix

Mundial de ciclismo 2023 – UCI faz balanço positivo e promete seguir com modelo de 4 em 4 anos

A UCI claro trouxe um balanço mais que positivo da disputa e já aponta para dois novos super mundiais em 2027 e 2031. No meio do caminho já temos definidos os trajetos dos mundiais de estrada de Zurique em 2024 e Ruanda em 2025.

Se por um lado a overdose de ciclismo logo após o Tour de France ajudou a manter audiência e aproveitar o fim de pico de performance dos atletas de estrada, por outro as múltiplas disputas simultâneas deram um nó em quem tentou acompanhar, ainda mais pela TV onde a grade de horários é restrita. Assim disputas que poderiam passar ao vivo como o BMX Freestyle Park e Freestyle Flatland ficaram de fora da TV.

O circuito das provas de estrada em Glasgow foi criticado seja pela dificuldade técnica como pelas perigosas curvas que partiram muitos ossos durante a disputa.

As cerejas do bolo foram as disputas de estrada com Lotte Kopecky coroando uma temporada fantástica na estrada com o título mundial. Infelizmente para a belga foram sentimentos contraditórios com a vida pessoal já que seu irmão Sep tirou a própria vida no início do ano e a dor do luto ainda é um peso extra para ela. Na disputa masculina, após uma prova sensacional, Mathieu van der Poel sagrou-se campeão mundial e isso faz parte da maior polêmica do Mundial.

Maior polêmica do Mundial: A Regra Van der Poel

Toda mítica criada entorno do introvertido Mathieu van der Poel ecoou em uma esperança midiática pela unificação de títulos de cyclo-cross, estrada e MTB XCO. Mas para isso o neerlandês precisaria vencer a dura disputa de cross country olímpica. E a UCI na véspera da largada mudou a regra, utilizando como argumento o formato de classificação da Copa do Mundo de MTB XCO. Com a mudança, os ciclistas no top20 de outras disciplinas pularam para a quinta fila de largada e isso beneficiou Tom Pidcock, Peter Sagan e Mathieu van der Poel.

Campeões Mundiais: Pauline (XCO) MVDP, Kopecky (Estrada) e Pidcock (XCO)

A medida foi duramente criticada pelos ciclistas, a colher de chá não ajudou Van der Poel que abandonou na primeira volta e não fez grande diferença para Tom Pidcock que largaria muito próximo dessa posição. O britânico não tomou conhecimento dos adversários e venceu a disputa. Após a vitória Pidcock se manifestou na rede social X mostrando descontentamento com a mudança tardia.

 

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