Ícone do site Pelote Ciclismo

Ciclista é morto por jogador do Flamengo: Não foi acidente!

Na noite deste sábado, mais um ciclista perdeu a vida ao ser atropelado por um automóvel. Desta vez o condutor era famoso: O jovem jogador de futebol Ramon do Flamengo.

Bicicleta do entregador morto por jogador do Flamengo | Foto Reprodução Redes Sociais

Em mais um exemplo trágico dos efeitos da alta velocidade, o jogador Ramon do Flamengo atropelou um ciclista que faleceu a caminho do hospital. Seu automóvel ficou bastante danificado, indicando a alta velocidade. Ramon ficou no local, chamou o atendimento e não estava embriagado.

Para os policiais que atenderam a ocorrência, Ramon indicou que o ciclista cruzou a via com o semáforo aberto para o sentido perpendicular. Já testemunhas indicam que o semáforo para o ciclista estava danificado.

A polícia civil do 16ª DP do Rio de Janiero irá fazer investigação sobre o crime. No entanto as chances de alguém ser condenado são mínimas no Brasil. O fato é que uma via com velocidade máxima de 70km/h ter um semáforo desligado mostra que existem mais envolvidos do que Ramon e o ciclista.

Acidente ou Sinistro? Entenda a diferença!

Desde a publicação da norma brasileira NBR 10697/2018, foi corrigida a expressão “acidente de trânsito”, substituída por “sinistro de trânsito”. Essa metodologia impacta diretamente nas ações políticas para a preservação da vida. Ao retirar o fator do acaso, ou seja o “acidente” como fato que ocorreu “sem ninguém ter culpa”.

Carro do Jogador de futebol Ramon do Flamengo | Reprodução Redes Sociais

Os fatores que concorrem para um sinistro são em muitas vezes previsíveis. Começando pelo traçado da via, velocidade máxima permitida, iluminação, sinalização e passa pela segurança do veículo para só então chegar no condutor. Quando uma cidade escolhe ter uma via larga, com múltiplas faixas, mal iluminada e permitindo uma velocidade de autoestrada, é conivente e concorrente no sinistro que ali ocorre.

Por isso políticos adoram o termo acidente, afinal retira da equação toda a responsabilidade deles de cerca de 30.000 mortes por ano e alguns bilhões de reais em perdas sociais e financeiras.

Sair da versão mobile