Tribunal espanhol veta divulgação de nomes de envolvidos na Operação Puerto

Luiz Papillon

O Tribunal Constitucional espanhol, negou recurso a WADA (Associação Mundial Anti Doping) para divulgação de nomes de esportistas envolvidos na Operação Puerto, ocorrida em 2006. Após análises em Lausanne na Suíça a WADA identificou 27 perfis de DNA sendo 24 homens e 3 mulheres.  Em vazamento seleto para o jornal espanhol AS, fontes na WADA indicam que ao menos mais 7 nomes foram descobertos sendos 4 dos nomes envolvidos ainda em atividade esportiva. Em acordo com as regras da WADA o caso já se encontra prescrito por ultrapassar 10 anos.

O veto a informação de outros esportes

A WADA culpa o sistema judiciário espanhol pela demora no julgamento do caso, a luz da época foram identificados apenas os ciclistas envolvidos embora houvessem indícios de outros esportistas relacionados como o time de futebol da Real Sociedad, tenistas e outros futebolistas. Em 2010 um juiz espanhol proibiu a investigação fora do âmbito do ciclismo e assim apenas os ciclistas foram identificados e punidos. Rumores apontavam para nomes de peso internacional como Rafael Nadal além de jogadores dos grandes clubes espanhóis como Barcelona e Real Madrid.

12 anos depois e apenas 6 sancionados

O médico espanhol Eufmemiano Fuentes foi médico da equipe Once, Amaya e Kelme até 2005 quando se dedicou exclusivamente a seu consultório. Em maio de 2006 foi detido e em sua clínica em Madrid foram encontradas 186 bolsas de sangue e outras de plasma todas com nomes codificados contendo  eritropoetina, esteroides anabolizantes e hormônio do crescimento. Naquele que foi o maior escândalo de doping na Espanha, apenas seis ciclistas foram sancionados esportivamente. Os sancionados foram:

  • Jan Ullrich,
  • Ivan Basso,
  • Alejandro Valverde,
  • Jorg Jaksche,
  • Michele Scarponi,
  • Giampaolo Caruso.

Ao todo foram apreendidas pelas autoridades 211 bolsas de sangue e plasma. O médico Dr. Eufemiano Fuentes inicialmente foi condenado a um ano de prisão e suspensão de quatro anos da medicina esportiva mas em segunda instância foi inocentado nos tribunais espanhóis.

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