e-bike, workshop de mobilidade e tecnologia em São Paulo

Luiz Papillon

Dobrável, compacta, de grande autonomia. Hoje o Pelote fala da revolução que a bicicleta elétrica trás não só ao ciclismo como para a mobilidade. Na última quarta-feira um workshop foi promovido pela revista Bicycle com apoio da Caloi, Shimano e Bluecycle em São Paulo. Convidados do setor e imprensa acompanharam as novidades do setor que foi comandado pelo diretor de redação da revista Bicycle, Eduardo Santos. O pelote esteve por lá e conta um pouco do que foi falado.

Mobilidade

Ponto alto do evento Renata Falzoni falou sobre a experiência de pedalar com a bike elétrica e especialmente a necessidade da integração da bicicleta como modal de transporte. Renata, arquiteta urbanista de formação destacou a necessidade da estrutura cicloviária se conectar com os demais modos de transporte. Pelo pelote, destaco que apesar da cidade de São Paulo deter a maior malha cicloviária do país com 498,5km de ciclovias permanentes a proporção é de apenas 3,75% do espaço total já que a cidade possui cerca de 12.000km de ruas asfaltadas.

Foi dado destaque ao bike sharing (aluguel de bicicletas) cujo plano para cidade será apresentado nesta sexta feira pelo secretário municipal dos transportes Sergio Avelleda.

 

Incentivos e o BikeSP

Na Europa diversos países tem políticas de incentivos ao uso da bicicleta e da bicicleta elétrica, na França o comprador da bicicleta elétrica recebe um subsídio de €200 (cerca de R$820,00) para compra da bicicleta elétrica. Além disso diversos países e cidades oferecem programas de incentivo ao uso da bicicleta. Na Bélgica cada quilômetro rodado no trajeto ao trabalho é remunerado a €0.23 (R$0,88). O vereador José Police Neto de São Paulo destacou o programa BikeSP. Inspirado nos programas europeus prevê o pagamento via bilhete único de um subsídio ao ciclista que se desloque pela cidade. Embora aprovado desde o final de 2016, aguarda regulamentação por parte da prefeitura paulistana. Havendo expectativa que o prefeito Bruno Covas efetue a regulamentação após assumir o cargo, vago desde 2016 com a saída de Fernando Haddad e o período em que João Doria Jr permaneceu prefeito-candidato itinerante.

Mercado

Após dois anos em recessão o setor de bicicletas projeta crescimento de 9% na produção de bicicletas em acordo com a Abraciclo. Com produção esperada 727.000 unidades (a Abraciclo representa os fabricantes  da Zona Franca de Manaus), para entender como é pequena nossa produção a Alemanha vendeu só em 2017 700.000 bicicletas elétricas. No Brasil não há dados consolidados sobre a venda de bicicletas, a Abraciclo informa a produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus enquanto a Aliança Bikes e Abradib divulgam as bicicletas vendidas, um total de 5.000.000. Assim o Brasil é o sexto maior consumidor de bicicletas do planeta mesmo na contramão dos incentivos com uma taxação absurda sobre o transporte não motorizado ou assistido. Rogério Trancredi, diretor da Bluecycle, distribuidora Shimano trouxe a espectativa de grande crescimento no mercado de e-bike, mais pelo minúsculo tamanho atual. De 0,12% do mercado em 2015 para 1,5% em 2022 um crescimento de 976%.

Impostos e mais impostos

O acesso a bicicleta elétrica esbarra nos impostos, desde 2015 o carro elétrico é isento de imposto de importação enquanto a bicicleta paga 35% além de toda montanha de impostos que puxam o preço para cima. A vantagem ai segue para os da Zona Franca de Manaus, que são isentos de IPI e ICMS e assim contrários a políticas de redução de impostos para o resto do país. Nessa guerra entre Manaus e Brasil quem paga mais é o consumidor, confira um comparativo entre a taxação do carro elétrico e da bicicleta:

Impostos sobre Carro Elétrico e Bicicleta Elétrica

 

O Workshop contou também com apresentação de tecnologia e da experiência em pedalar e-bike que falamos em outro texto:

http://www.pelote.com.br/e-bike-experiencia/

 

 

 

 

 

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