Lance Armstrong, Contador, Indurain convidados para o Granfondo Pantani

Luiz Papillon

Em função do vigésimo aniversário do double conquistado por Pantani em 1998 quando venceu o Giro e o Tour a mãe do saudoso Pirata, Tonita Pantani promove com o agora aposentado especialista em contra relógio e considerado um super gregário Alessandro Vanotti comandará o evento que contará com um jantar para arrecadar fundos para um hospital na Armênia, um pedal “Pedalata con i campioni” no sabado com grandes nomes do ciclismo mundial e no domingo o Gran Fondo em si com três opções de distâncias.

Armstrong e Pantani na chegada ao Mont Ventoux – 2000

Entre os convidados de honra estão Ivan Basso, Mario Cipollini, Miguel Indurain, Jan Ullrich e Lance Armstrong, o evento acontece entre os dias 31 e 01 de setembro de 2018.

Estátua dedicada a Pantani em sua cidade natal, Cesanatico

Em 1998 Lance Armstrong se recuperava da cirurgia para tratamento de um câncer testicular e despontava como um herói americano ao retornar a competir na Volta a Andalucia e ganhando o Tour de Luxemburgo, já Marco Pantani teve sua temporada dourada ao vencer o double Giro e Tour, no ano seguinte o texano começava sua construir sua lenda ganhando o Tour de France enquanto Pantani fora desclassificado do Giro na penúltima etapa por alteração no percentual de hematócritos, numa situação de onde jamais se recuperou totalmente e segundo diversos historiadores levou a sua prematura morte em 2004 por overdose de cocaína. Pantani retornou a competir em 2000 protagonizando contra Armstrong um dos mais memoráveis duelos da história do ciclismo na escalada Hautacam na 10ª etapa e na 12ª Etapa no Mont Ventoux, no final da etapa aparentemente Armstrong diminuiu o ritmo deixando Pantani vencer o que motivou o italiano a dizer-se insultado com o gesto. Pantani viria a abandonar o Tour após a 16ª etapa com problemas estomacais após lançar-se numa fuga de 120km para tentar reduzir os nove minutos de atraso para Armstrong.

https://www.youtube.com/watch?v=rpK1oqGDQ0A

Durante o Giro d’Italia de 2001 uma seringa contendo traços de insulina foi encontrada no quarto de Pantani que insistiu que fora plantada para o prejudicar, a Federação Italiana o suspendeu por oito meses mas Pantani ganhou a apelação por ausência de provas que houvesse se dopado. Em 2006 dois anos após sua morte durante o escândalo de doping conhecido como “Operação Puerto” havia um programa de doping articulado por Eufeminiano Fuentes incluindo EPO, hormônio do crescimento, insulina, levotiroxina e somatomedina (IGF-1). Jornalistas especializados entre eles o autor da biografia de Pantani Matt Rendell sugerem que Pantani utilizou eritropoetina durante toda carreira profissional incluindo suas principais vitórias com nível de hematócritos de até 60% (portanto sobre-humano).

Marco Pantani foi encontrado morto no anoitecer de 14 de fevereiro de 2004 por overdose de cocaína.

 

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