Tony Martin vence a 4ª Etapa do Tour de France e assume a Camisa Amarela

Barba, cabelo e bigode! Tony Martin atacou no fim e num contra relógio particular venceu a 4ª etapa do Tdf, assumindo também a camisa amarela.

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TdF – Etapa 4 – Tony Martin tentou, tentou e finalmente calou a boca de quem chamou ele de Vasco – eu inclusive. Em uma etapa tensa do começo ao fim, o Panzerwagen lançou um ATACO a 4 km da meta para levar a vitória e também a amarela!

Depois de três dias de surpresas, nós estávamos prontos para tudo da etapa de hoje: a famigerada etapa dos pavés. A ação do dia começou de verdade a 50 km da chegada, quando o blocão engoliu a fuga logo depois do primeiro setor de paralelos do dia.

Enquanto a gente ficava de olho para não perder o Froome caindo igual um cacho de bananas (o que felizmente não aconteceu), as equipes dos líderes começaram a puxar de verdade o bloco, fazendo ele se despedaçar completamente a cada novo setor de pavés. Na pancadaria, o pneu do Thibaut fez cabum e ele perdeu muito tempo, complicando a vida dele na classificação geral.

Na frente, BMC, Sky e principalmente a Astana tratavam de puxar forte. Em diversos momentos, Nibali foi pra ponta e quase fez Alberto Contador e Nairo Quintana pedirem penico.

Quintana, talvez por se leve e não muito potente, sofreu bastante e deve a sua permanência no grupo da frente à Movistar. O mesmo pode-se dizer de Contador, que simplesmente sobreviveu ao longo do dia. A verdade é que o Bife ta com a cara meio passada, sempre com aquela expressão de “to cansado”.

Quem pareceu bem foi Froome com sua bike de downhill. Perto do fim da prova, aproveitando-se de uma sobrada de Quintana e Bife, ele colocou na frente e atacou no plano. Somente Nibali e mais alguns conseguiram seguir o passo. Porém, percebendo que teria que fazer todo o trabalho sozinho, o Queniano Albino tirou o pé, permitindo um reagrupamento a 7,5km da chegada.

Nesta hora, o ritmo deu uma caída. A 4 km da meta, enquanto Nibali contava para Degenkolb uma anedota italiana envolvendo macarrão e anões, o alemão Tony Martin – que tinha furado o pneu e estava com a bike de outro cara – meteu uma pancada e abriu imediatamente uma boa distância do grupo.

O pelotão ficou se olhando e deve ter rolado um papo do tipo: “Putz, é o Martin e a gente pedalou 230 km. Vamos ficar de boa”. O Sagan, que havia trabalhado bastante para Contador, não teve pernas nem para tentar buscar sozinho e foi pedir ajuda para a galera da Giant-Alpecin, já que a Sky não faria nada.

Enquanto isso, Martin metia um ITT lá na frente, segurando uma vantagem de uns 10 segundos. Até rolou uma tentativa por parte do Degenkolb, mas não teve como, o Turbopanzer levou a vitória e a amarela para casa. Deg passou em segundo, Sagan em terceiro.

Últimos km:

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