Gorila leva mais um Sprint

Desde que lançaram o filme do King Kong a gente não vê um gorila destruindo tanto quanto neste Tour de France. Parece que a velocidade do cara não tem limite. Hoje, André Greipel levou mais uma com um sprint insuperável. E o mais legal é que, para chegar nele, o gigante alemão teve que passar por várias subidas junto com o grupo principal. Cavendish, por exemplo, chegou com 12 minutos de atraso.

 

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Presente na fuga de hoje, Peter Sagan acreditava que as subidas do dia cansariam os sprinters, dando uma chance para os escapados. Com ele, seguiam mais oito ciclistas, dentre eles Michel Kwiatkowski, Ryder Hesjedal e Matteo Trentin. Para desespero dos escapados, o pelotão nunca deixou a vantagem passar de 3 minutos.

Depois do sprint intermediário vencido por Sagan, a diferença caiu para 1:20 mais rápido do que pneu furando com araminho na Bandeirantes. A 45 km da chegada, quando a diferença bateu em 1 minuto, Trentin atacou a fuga e foi seguido por Hesjedal. Os outros escapados entraram no ritmo “TJJ com capitão do mato” e foram rapidamente capturados pelo PJ-A que vinha atrás babando.

Logo depois de ser absorvido, Sagan ainda deu “a sorte” de ter um pneu furado e se envolveu em um incidente com uma moto da TV que chegou perto de mais e tomou uma bicuda do Eslovaco e uma bidonzada de um mecânico da Saxo.
Com 30 km para a chegada, Trentin e sempre combativo Hesjedal também foram pegos. Dai pra frente, foi só aquele passo modelo “festinha infantil do sobrinho da esposa” – cansativo e não tem como escapar. Até teve nego tentando, mas todos foram capturados.

Stybar ainda meteu o pé a 3,5 km da chegada, mas a Lotto veio atrás e engoliu o cara na marca de 1 km. Entrando na última curva a uns 300 m da chegada, o Gorila vinha na ponta com John Degenkolb (Giant-Alpecin) e Alexander Kristoff (Katusha) em sua roda.

Neste momento, o gigante alemão meteu a canela e quem vinha atrás simplesmente não teve pernas para dar a volta. Sagan, que vinha do fundão, enfrentou dificuldades de posicionamento e ficou com a quarta colocação. Degenkolb passou em segundo e Kristoff em terceiro.

Com os pontos do intermediário, Sagan está mais verde do que nunca. Na briga pela geral, nada mudou.