Equipes 2019 são apresentadas, confira principais mudanças

Enfim as equipes de ciclismo profissional de 2019 são apresentadas oficialmente. Separei algumas das principais mudanças para o pelote 2019. Como esperado as equipes com menor pontuação em 2018 foram as que mais investiram na renovação. A primeira colocada do Ranking 2018 foi a Quick Step que este ano passa a se chamar Deceuninck-Quick Step seguida de Sky, Bora e Astana,  justamente as equipes que fizeram apenas mudanças pontuais. Já as últimas colocadas da temporada precisavam de ação no mercado e foi o que fizeram especialmente a Dimension Data e a UAE. Além disso duas mudanças de nome, a equipe conhecida por BMC passou a ser CCC e a Lotto Jumbo passa a ser Jumbo Visma. Ao longo dos próximos dias irei analisar equipe por equipe mas hoje ficamos com os destaques.

Dança de Sprinters, Gaviria o mais badalado, Ewan na melhor escolha

Sem dúvida o nome mais badalado nas transferências foi Fernando Gaviria, o velocista colombiano de apenas 24 anos deixou a Quick Step com 34 vitórias em quatro temporadas e correrá pela UAE. A equipe teve apenas 12 vitórias na temporada, 5 delas com o sprinter norueguês Alexander Kristoff que deve automaticamente passar a número dois da equipe. Outro velocista que muda de ares é Caleb Ewan, também aos 24 anos com 29 vitórias o pequeno australiano deixa a Mitchelton após seis temporadas e segue para a belga Lotto Soudal, uma das equipes com maior tradição em sprint. Por falar em Lotto quem deixou a equipe foi o sprinter veterano Andre Greipel com destino a Arkea (novo nome da Fortuneo) num movimento menor do que sua brilhante carreira. Melhor escolha entre os velocistas fez Giacomo Nizzolo o velocista número dois da Trek passará a dividir a Dimension Data com Mark Cavendish e Edvald Boasson Hagen, este último com maior foco nas clássicas. Entre todos a melhor escolha de carreira foi a de Ewan em uma equipe que terá um pouco mais de cobrança que na modesta Mitchelton mas um apoio de primeira linha.

Contra o relógio: Rohan Dennis leva a camisa arco íris para a Bahrein e Stefan Kung da Groupama

Entre os especialistas em disputas contra o relógio algumas mudanças importantes. Rohan Dennis atual campeão mundial da modalidade foi um dos primeiros a pular do barco da BMC e recebeu um contrato excelente na Bahrein. Outro campeão mundial a trocar de equipe foi Tony Martin, tetracampeão mundial o alemão de 33 anos deixa a Katusha após duas temporadas e apenas uma vitória e segue para a Jumbo Visma em busca de tempos melhores. Filippo Ganna ainda não venceu no ciclismo profissional (embora deva herdar a vitória geral na Vuelta a San Juan 2018 por doping do vencedor), mas teve ótimos desempenhos e literalmente roeu o osso na UAE. Com apenas 22 anos é um nome que deve subir de nível com os protocolos de treinamento da equipe britânica. Fechando os especialistas está Stefan Kung que deixa a BMC com oito vitórias em direção a Groupama o suíço de 25 anos também se destaca em provas com subidas duras e pode tornar-se um corredor de grande volta.

Classicomanos Terpstra surpreende descendo de divisão

 

Aos 34 anos o tricampeão mundial de ciclocross Niki Terpstra surpreendeu ao deixar a Quick Step para assinar por duas temporadas com a Direct Energie da agora ProSeries a segunda divisão do ciclismo profissional. Com a mudança Terpstra deve focar totalmente nas clássicas e Tour de France. O belga Dylan Teuns foi para a Bahrain egresso da BMC, o dinamarquês Michael Valgren deixou a Astana e correrá pela Dimension Data. Laurens De Plus e Mike Teunissen trocaram a Quickstep e a Sunweb pela Jumbo Visma enquanto Edward Theuns deixou a Sunweb para a Trek.

Líderes de voltas: Porte na Trek e Maximilian Schachman na Bora

O australiano Richie Porte é provavelmente o ciclista com maior potencial a não ganhar uma Grande Volta, aos 33 anos e vitórias consistentes em voltas de uma semana como a Paris-Nice, Volta a Romandia entre outras, ainda carece de “sorte” nas grandes voltas e chega a Trek com objetivo de tirar a equipe do meio de tabela. Outro nome sem muito tempero é o americano Tejay van Garderen que segue para a EF  provavelmente para não fazer muito diferente de seu trabalho na BMC… nada demais. Como líder de volta coloco o alemão Maximilian Schachmann de 24 anos que fez um Giro consistente pela Quick Step mesmo não sendo sequer o segundo nome da equipe para prova.

Neopros: Remco, Wout Van Aert e Ivan Sosa

Após o show no mundial júnior Remco Evenepoel passou a ser a grande esperança do ciclismo belga de novamente ter um vencedor de grandes voltas, Remco deve fazer nos próximos dois anos um trabalho de transição e correr provas menores embora sua estreia seja logo na Volta a San Juan na Argentina. Wout Van Aert já mais rodado tendo passado pela transição além claro, de ser bem seis anos mais experiente. Se há um neopro que deve entregar resultados logo é Wout Van Aert pela Jumbo Visma. Na Sky quem estreia é Ivan Sosa, o colombiano de 21 anos fez uma temporada na Androni Giacattoli e foi disputado pela Trek e Sky com vitória da equipe britânica. Com a equipe recheada de estrelas é de se esperar uma temporada mais discreta de Sosa, leia-se não deve ser protagonista logo de cara. Além desse trio destaco Tadej Pogacar que correrá pela UAE, o jovem esloveno venceu o Tour de l’Avenir neste ano e participou de forma consistente da Volta a Croácia e Tour da Eslovênia. Também pela UAE os gêmeos portugueses Rui e Ivo Oliveira, Rui é velocista e Ivo especialista no contra-relógio, não espero grandes resultados deles em 2019. Um neopro de neo não tem nada é o experiente Lluis Más, aos 30 anos disputará pela primeira vez a primeira divisão do ciclismo, o espanhol que correu pela Burgos e Caha Rural finalmente correrá pela Movistar onde deve ser gregário.

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