Doping mecânico?

No ultimo final de semana, a notícia percorreu os quatro cantos, uma ciclista belga foi pega utilizando um bicicleta com motor escondido no mundial sub23 de ciclocross.

A belga de 19 anos Femke van den Driessche, que corre pela equipe “Nodrugs“, já foi campeã belga de MTB em 2013 e campeã belga de 2011 no ciclocross abandonou a disputa do mundial na última volta com uma corrente quebrada.

Assim que Femke voltou a área das equipes, a UCI testou sua bicicleta com um tipo de tablet e imediatamente lacrou e levou a bicicleta informou o Sporza. Foi chamado então o representante da federação belga e em sua presença removeram o selim onde encontraram fios e bateria e em seguida tentaram remover a pedivela que estava travada pelo motor.

Para a TV, a ciclista declarou que não era a bicicleta dela e que ela jamais faria algo assim, talvez algum amigo tivesse trocado a bicicleta…uma Wilier idêntica a dela, enquanto a desculpa soa muito sem graça, afinal usualmente o atleta usa nas competições mundiais uma bicicleta fornecida pela sua equipe e não uma da federação.

O que me intriga é o fato da pedivela resistir a uma ciclista profissional, pois o sistema de encaixe do motor torna a pedivela muito frágil e com perda considerável de rigidez o que dificultaria aproveitar toda potência de pedalada do ciclista.

 

Um artigo da BikeRadar detalha o funcionamento do sistema de assistência a pedalada projetado para ajudar pessoas com dificuldade de locomoção em pequenas subidas. Uma ajuda de 200w ao peso de 1,8kg. O sistema pode ser visto aqui, veja o vídeo:

Sério, embora a desculpa da moça seja meio esfarrapada me parece pouco útil carregar 1,8kg por quase 2h para usar 200w em poucas subidas como o caso da volta no circuíto de Zolder onde foi o mundial de ciclocross.

Já esta pensando em usar um sistema assim pra melhorar seu tempo no Jaraguá ou na Vista Chinesa?